12 de jun. de 2012

DIVÓRCIO


Naquela noite, enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua mão e disse: 
"Tenho algo importante para te dizer". 
Ela se sentou e jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos. 

De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto
calmamente. 

Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: 
"Porquê?" 
Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres longe e gritou 
"você não é homem!" 
Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouví-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para justificar meu fim ao nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais e sim a Jane. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela. 
Me sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa. 

Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia mas eu não voltaria atrás do que disse, pois amava a Jane profundamente. Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora. 

No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na  mesa escrevendo algo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane.

Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e voltei a dormir. 

Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possível. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus exames no próximo mês e precisava de um ambiente propício para preparar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais. 

Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca, mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis. 

Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito  e achou a ideia totalmente absurda. 
"Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio", 
disse Jane em tom de gozação. 

Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia, foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu, dizendo: 
"O papai está carregando a mamãe no colo!" 
Suas palavras me causaram constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho: 
"Não conte para o nosso filho sobre o divórcio" 
Eu balancei a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório. 

No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito, eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela.
Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado. 

No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior como corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.

No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane, mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei. 

Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro,ela disse: 
"Todos os meus vestidos estão grandes para mim".
Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias. 

A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso... ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração... Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos. 

Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse "Pai, está na hora de você carregar a mamãe". 
Para ele, ver seu pai carregando sua mão todas as
manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de ideia agora que estava tão perto do meu objetivo.
Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.

Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas. Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras:
"Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo". 

Eu não consegui dirigir para o trabalho... fui até o meu novo futuro endereço, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de idéia... Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu disse a ela:
"Desculpe Jane. Eu não quero mais me divorciar". 

Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa: 
"Você está com febre?" 
Eu tirei sua mão da minha testa e repeti "Desculpe, Jane. Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor.
Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe. 

A Jane então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouví-la chorando compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar. 

Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: 
"Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe". 

Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama - morta.
Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando a vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela.
Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio - e prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso. 

Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento.Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício a felicidade mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa, faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento real e feliz! 

Se você não dividir isso com alguém, nada vai te acontecer. 

Mas se escolher compartilhar para alguém, talvez salve um casamento. 
Muitos fracassados na vida são pessoas que não perceberam que estavam tão perto do sucesso e preferiram desistir..

Valorize quem realmente te ama... Pense nisso!

5 de jun. de 2012

Vereadores Inauguram Escola em Areia Branca

Na manhã desta terça-feira, (05), foi inaugurada em Areia Branca em Lauro de Freitas, a Escola Municipal Amauri Siqueira Montalvão, primeira escola de ensino médio, que beneficiará as comunidades do Jambeiro, Areia Branca, Capelão e região. A Câmara Municipal de Lauro de Freitas, através dos seus vereadores, teve mais uma vez, participação decisiva nessa conquista. 

“Graças a nós vereadores que aprovamos a Lei Municipal, essa região a partir de agora, contará com uma belíssima escola, que atenderá também ao ensino médio. Sabemos, que o princípio de tudo em nossa vida é a educação, e então, a comunidade está de parabéns por ser agraciada com esta escola”, declarou o vereador, médico e prefeiturável, Dr. Márcio (PP).

Saiba a verdadeira história sobre a construção da Escola:
Os vereadores de Lauro de Freitas aprovaram a Lei Municipal Nº 1.410 de 5 de maio de 2011, autorizando a prefeitura a trocar áreas públicas institucionais, situada na Rua Priscila Dutra por uma área particular em Areia Branca. Na área pública, está sendo construído um Shopping e na área particular e escola pública municipal de ensino fundamental e médio, que poderá ser disponibilizada durante a noite, ao Governo do Estado da Bahia a fim de ministrar o ensino médio.
Portanto, quem “bancou” a construção dessa escola, foi a construtora responsável pela construção do Shopping; e, graças aos vereadores de Lauro de Freitas, que aprovaram a Lei, Areia Branca terá uma escola para servir a toda demanda daquela localidade, sem custo algum da Prefeitura. ESSA É A VERDADE!!
Parabéns VEREADORES de Lauro de Freitas!! Educação é a base de tudo!!

3 de jun. de 2012

Corpus Christi


Neste ano o Corpus Christi será comemorado dia 7 de junho.
Mas, qual o significado de Corpus Christi?
Essa expressão vem do latim e significa Corpo de Cristo. é uma festa cristã baseada em tradições católicas, que acontece sempre em uma quinta-feira, por causa da ceia de Jesus, que antecedeu a Sexta-feira Santa. A festa de Corpus Christi é uma festa de preceito, ou seja, uma festa para a qual os católicos tem como um cumprimento de calendário obrigatório, realizando uma missa no cumprimento epicospal. 
Ainda durante a missa católica, quando o padre começa a dizer "Isto é meu corpo e isto é meu sangue" (leia João 5:50-58), é feita a distribuição da hóstia e do vinho que simbolizando o corpo e o sangue de Cristo que os padres chamam de transubstanciação. (hóstia significa: Jesus, a vítima do maior sacrifício por nós ). No início do ano de 1193, a religiosa belga Juliana de Mont Cornillon, após afirmar ter visto a Virgem Maria, deu início a esta comemoração dizendo que a Virgem lhe havia pedido uma festa em respeito ao Corpo de Cristo durante o período da Eucaristia. Somente em 11 de agosto de 1264 o papa Urbano IV decretou a celebração como sendo oficial, e com a tríplice finalidade: honrar Jesus Cristo, pedir perdão a Jesus pelo que foi feito a ele e protestar contra aqueles que negavam a presença de Deus .
Sentindo-se cheios do Espírito e do Amor de Deus, muitos católicos não se contiam somente às missas e saiam nas ruas manisfestando sua gratidão pela remissão dos pecados e, por volta de 1274, dez anos depois, estas ações ficaram conhecidas como "procissão" de ações de graças, como manifestação pública de agradecimento ao sacrífício de Jesus. Aqui no Brasil algumas procissões chegam a ser até famosas, como nas cidades de Ouro Preto-MG, Matão-SP, São José do Rio Preto-SP, Cabo Frio-RJ, Rodeio-SC, Castelo-ES, Pirenópolis-GO, Jacobina-BA e muitas outras, principalmente nas cidades do interior. Como tradição, muitos católicos enfeitam as ruas, de acordo com os costumes locais, em homenagem a esta data .
Parabéns às Cidades de Porto Ferreira, que, desde 2008 arrecada alimentos doados aos enfeites e doam no final do evento à famílias mais necessitadas. Algumas lojas em Borborema-SP enfeitam as ruas com enxovais e muitos artesanatos, vendendo-os em seguida e revertendo a renda ao Lar dos Idosos de São Sebastião.