Este BLOG visa, como a maioria, mostrar o ponto de vista do autor. Também é usado para registrar alguma notícia, mas seu foco principal é cultivar a EDUCAÇÃO, seja ela em qualquer área de conhecimento ou comportamento.
30 de mar. de 2012
Acredite: Você pode parar
-Você fuma?
-Sim, tenho o direito de fumar. E daí?
-Você é uma pessoa livre, responsável, bem informada e capaz de decidir o que é o melhor para você e sua família? Ótimo, é muito mais fácil assim.
Fumar é seu direito. Um prazer irresistível. Um hábito que faz parte de você.
Você conhece todos os riscos relacionados ao fumo e decidiu correr estes riscos? Você sabe que terá benefícios só por ficar algumas horas sem fumar?
É certo, que você poderá ter sorte e ser uma das pessoas que viverão bem por anos, sem sentir nenhum sintoma relacionado ao cigarro. Você ainda poderá usufruir dos benefícios da nicotina como a diminuição dos riscos de Doença de Alzheimer, Mal de Parkinson, e Colite Ulcerativa.
Você acredita que esse assunto de fumante passivo necessita de mais provas, mas na dúvida, toma sempre o cuidado para evitar danos ou incômodo às pessoas ao seu redor?
Então faça certo: depois de pesar tudo, fume sem culpa, porque sentir culpa pode deixar você doente. Não fique com raiva ou deprimido porque os outros querem que você pare de fumar, isto também pode deixar você doente.
Um aviso: mantenha-se informado e fique atento, porque talvez algum dia você não queira mais conviver com os riscos, ou apresente algum sintoma (tosse crônica, dor no peito, asia, deformidade do pênis, impotência, perda de um dedo por necrose, etc) que o obrigue a mudar de idéia. A decisão de parar de fumar poderá ser a chave para uma vida de boa qualidade.
Você acha toda esta campanha anti-fumo um exagero? Ouça o que os não fumantes dizem, é um direito e querem ser ouvidos. Continue lendo.
Você admite que é um drogado, um viciado? Seu hábito ainda não chegou a esse nível? O cigarro, a nicotina, é considerado como algo “normal“ em nossas vidas. Mas a nicotina é uma droga como maconha, cocaína, heroína e álcool. Ela melhora seu humor, acalma, deixa você mais “aceso”. Com o tempo seu cérebro passa a necessitar dela. Portanto, é uma droga e vicia.
Você não percebe, mas você pode estar cheirando mal. Suas roupas, seu cabelo, seu hálito, seu carro, e talvez, sua casa pode estar cheirando mal. Pergunte a um amigo que não fuma e confirmará.
Talvez, você não ligue, mas você polui o ambiente. Que bom se você sempre se preocupa no local onde fuma e onde joga seus tocos de cigarro.
Não é necessário lembrar dos danos à saúde causados pelo fumo: câncer, bronquite, enfisema, derrame, infarto, impotência sexual... Há também os incêndios domésticos e em vias públicas causados pelos tocos de cigarro. Acredite, é tudo verdade; você pode encurtar sua vida e, talvez, a de outras pessoas a sua volta.
Você já fez as contas de quanto gasta por ano com seu vício? Já previu o quanto vai gastar com tratamentos médicos no futuro? Seu plano de saúde cobre cirurgias cardíacas, quimioterapia, radioterapia, oxigenioterapia, etc? Ou vai deixar tudo para o serviço de saúde público, pago com os impostos de todos, fumantes e não fumantes?
Você se acha um bom exemplo para seus filhos, sobrinhos, netos?
Você é jovem e acha que deve fumar porque seus amigos também fumam? Experimente discutir abertamente esta questão com eles. Você poderá descobrir que eles estão querendo parar de fumar, afinal, manter-se saudável está mais na moda.
Sim, o que ganharia se parasse agora, depois de anos fumando?
Você precisa saber que parando de fumar você consegue efeitos benéficos em pouco tempo.
De acordo com a “American Lung Association”, órgão público de saúde dos EUA voltado a doenças pulmonares, quando o fumante para de fumar, seu corpo inicia uma série de mudanças benéficas, após poucos minutos do último cigarro:
aos 20 minutos após parar de fumar:
- a pressão sanguínea diminui
- a pulsação cai
- a temperatura das mãos e pés aumentam
em 8 horas:
- o nível de monóxido de carbono no sangue cai ao normal
- o nível de oxigênio no sangue aumenta e pode chegar ao normal
em 24 horas:
- a chance de um ataque cardíaco ou infarto diminui.
em 48 horas:
- as terminações nervosas recomeçam a crescer
- a capacidade de sentir cheiro e sabor melhora
após 2 semanas:
- a circulação melhora
- fica mais fácil caminhar
- a função pulmonar aumenta
entre 1 a 9 meses:
- a tosse, a congestão dos seios nasais, a fadiga, a falta de ar diminui
após 1 ano:
- o excesso de risco de doença cardíaca coronariana diminui para a metade de um fumante.
E mais, ao parar de fumar você:
- terá hálito mais fresco, cabelos e roupas sem mau cheiro
- ajudará a reduzir a poluição, parando de poluir
- se sentirá bem por ter parado
- se sentirá mais conveniente
- terá maior controle sobre sua vida
- se for mulher e parar antes de engravidar, reduzirá o risco de aborto e bebê de baixo peso ao nascer
- economizará dinheiro: 20 cigarros/dia a R$ 1,10/dia somará R$ 400,00/ano, um pacote de viagem para Disney a cada 4 anos ou um carro em uma vida sem fumar.
Sim, ainda fumo. É difícil parar definitivamente.
Com certeza parar de fumar é muito difícil para a maioria das pessoas.
Muitas organizações comunitárias e de saúde oferecem programas para ajudar o fumante a deixar o vício. Atualmente, os métodos usados vão desde simples recomendações até medicamentos a base de nicotina (várias formas para absorção controlada) e sem nicotina.
Não existe um programa ideal. Cada fumante é único, tem suas próprias razões para fumar, apresenta uma resposta individual a suspensão do fumo, necessita de pouco apoio em algumas situações e muito apoio em outras. A cada tentativa de parar de fumar, o fumante defronta com as dificuldades reais de parar seu vício, vai tomando consciência das situações críticas que o impulsiona a voltar a fumar, vai aprendendo mais sobre a dependência de seu corpo e mente. Tudo pode ajudar a melhorar o programa em uma próxima tentativa. Por isso, é importante não encarar uma recaída como um fracasso.
Faça um programa e comprometa-se a seguí-lo. Você deve encontrar quais as medidas que melhor se adaptam a você. Anote para não esquecer os detalhes e para poder revisá-lo todo dia, a cada semana ou quando precise.
Se você fuma vários maços por dia, já tentou de tudo, sofre demais com os sintomas de abstinência, não se renda. Dê mais um passo, procure ajuda, mude de programa, mude de especialista. Parar de fumar é difícil, mas milhões de pessoas já pararam.
Faça seu programa:
· marque uma data para parar. Escolha com cuidado e dê um tempo para fazer todos os preparativos
· se você fuma vários maços por dia, tente reduzir a um maço por dia antes de parar totalmente
· antes de para de fumar, evite fumar em locais onde você “perde” muito tempo
· avise a família, os amigos e os colegas de trabalho que vai parar de fumar e peça compreensão e apoio. Se possível, encontre um ou mais amigos não-fumantes que se disponham a atendê-lo e ajudá-lo nas horas mais difíceis
· remova os cigarros dos ambientes ao seu redor
· pense e revise as tentativas anteriores. O que ajudou? O que fez você voltar a fumar? Onde estava? Com quem estava? Voltar a fumar reduziu seus problemas? Como se sentiu? Anote.
· reconheça as razões que você tem para fumar. Anote. Exemplos:
- muito estresse no trabalho
- todos seus amigos fumam
- fumar ajuda você a sentir-se relaxado e bem humorado
- fumar ajuda você a se concentrar
- fumar ajuda você a manter o peso sob controle
- fumar combina com seu drinque ou com seu café
- você realmente tem prazer em fumar
- você mantem as mãos ocupadas quando não tem o que fazer
- você não tem força de vontade para parar de fumar
- fumar é um hábito e você fuma sem ter motivo algum
· escolha as razões para você parar de fumar entre os benefícios ao parar de fumar e os riscos aumentados ao fumar:
- câncer de pulmão: 22 vezes maior em homens fumantes, e 12 vezes maior em mulheres fumantes
- morte por bronquite ou enfisema: 10 vezes maior em homens e mulheres fumantes
- morte por doença cardíaca: 3 vezes mais em homens e mulheres de meia idade fumantes
- morte prematura: na média, fumantes morrem cerca de 7 anos antes do que os não fumantes
- hipertensão arterial
- derrame cerebral
- deformidade peniana
- impotência sexual
- outros tipos de câncer: boca, garganta, esôfago, bexiga, rins, pâncreas
- úlceras gastro-duodenais e complicações
- refluxo de ácido gastro-esofágico
- doenças que obstruem pequenas artérias e causam necrose e perda de membros
- em mulheres, aborto e bebê de baixo peso ao nascer
- acidentes domésticos como queimaduras e aspiração de pontas de cigarro por bebês
· reconheça as situações críticas: identifique os momentos, estados de humor e as atividades que podem aumentar o risco de sua recaída. Por exemplo: estar sob pressão, discussões, desânimo, festas, bebidas alcóolicas, etc. Anote.
· aprenda a prever e evitar estas situações críticas, principalmente nas primeiras 3 semanas
· pense nos desafios e dificuldades que terá ao parar de fumar, incluindo os sintomas de abstinência que podem durar de 1 a 3 semanas, todos passageiros: ansiedade, irritabilidade, dificuldade de concentração, insônia, dor de cabeça, constipação, dor de barriga, aumento da tosse. Procure maneiras de contornar estas dificuldades. Anote.
· combata a vontade de fumar. Não exagere achando que a vontade vai piorar e que você vai ficar mal. Ela vai diminuir e desaparecer em 10 a 30 minutos. Concentre-se no que realmente está sentindo no momento, e use uma das estratégias preparadas (veja abaixo). Se uma estratégia não for adequada no momento ou não estiver funcionando você pode tentar outra e outra.
Estratégias para combater a vontade de fumar:
Faça uma lista de possíveis atitudes, use uma quando a vontade começar.
Exemplos:
- faça exercícios de respiração profunda
- beba um copo de água
- coma um alimento saudável
- escove os dentes
- masque um chiclete diet
- organize moedas, fichas, canetas, lápis
- mude de ambiente, saia para caminhar
- ligue para um amigo
- tome um banho
- cante uma música
- entre em uma “chat room”
- escreva e-mail, uma carta, um diário
- brinque com seus filhos
- faça exercícios físicos*
Faça uma lista de pensamentos, mentalize um quando a vontade começar.
Exemplos:
- “Um cigarro nunca é suficiente”
- “É mais fácil ficar sem nenhum do que com apenas um”
- “Estou a apenas uma baforada de um maço por dia”
- “Não importa para quê, fumar não é uma opção”
- “Eu posso resolver o assunto sem fumar”
- “Esta vontade vai passar, se eu fumar ou não”
- “Decidir parar de fumar é uma das coisas mais sábias que já fiz”
- “Eu optei por saúde e liberdade”
· previna-se da vontade de fumar. Use a estratégia dos Alcóolicos Anônimos:
- não fique faminto demais
- não fique nervoso demais
- não fique sozinho demais
- não fique cansado demais
· não se preocupe com o ganho de peso ao parar de fumar. Nem todos ganham peso, se isso ocorre, na média é menos de 5 kilos. Os benefícios ao parar são maiores que os riscos desse ganho de peso. Pense em você mais atraente, com hálito mais fresco, sorriso mais branco, menos rugas. Não faça nenhuma dieta especial durante o processo, apenas evite alimentos gordurosos e não coma nada em excesso. Exercício físico* regular ajuda a controlar o peso, relaxar e melhorar o humor.
· mude seu estilo de vida para reduzir o mau humor, o estresse, para melhorar a qualidade de vida ou aumentar o prazer.
· mantenha-se otimista, invente recompensas, parabenize-se por continuar tentando.
* Se você tem alguma dúvida sobre seu estado de saúde, é obeso ou tem mais 40 anos, procure um médico antes de iniciar exercícios físicos.
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ESTUDANDO EM GRUPO
COMO ESTUDAR
Estudar em conjunto é um modo produtivo de fazer render ao máximo o esforço do aprendizado. E há muitas maneiras de os estudantes se ajudarem, mesmo que não se organizem em um grupo. Entre as mais importantes: a comparação dos apontamentos das aulas e das horas de estudos. Assim, trocam-se idéias e verificam-se os pontos fundamentais e os mais difíceis.
Dois princípios a serem pensados:
a. o estudo em conjunto deve refletir uma inteligente divisão de trabalho;
b. as sínteses não garantem plena compreensão, mas são interessantes como resumo dos conhecimentos adquiridos.
Quando o estudo em grupo é uma preparação para provas ou exames, o aluno deverá estudar toda a matéria por si mesmo, de modo que o trabalho com os colegas seja apenas uma revisão, uma possibilidade de aprofundamento e, às vezes, de correção dos pontos.
Algumas possibilidades de organização e divisão de trabalho no grupo:
» Cada um estuda partes diferentes de um assunto e traz para serem fundidas na reunião;
» Cada um estuda e consulta fontes sobre o mesmo assunto e expõe ao grupo, para uma comparação e aprofundamento;
» Cada um estuda um ponto de um capítulo e faz seu relatório ao grupo, debatendo ou respondendo a perguntas depois.
É a voz corrente entre professores que a melhor maneira de aprender uma matéria é ensiná-la aos outros. Os alunos podem comprovar isso nas exposições orais de suas reuniões de grupo. E toda vez que um colega vier pedir auxílio.
COMO FAZER UMA REDAÇÃO
Comunicar, eis a principal finalidade de uma redação. Ou seja: dizer algo, por escrito, a alguém. Mas o quê? A primeira operação para redigir um tema é compreender corretamente o enunciado contido no título. Um exame cuidadoso do título proposto dá ao estudante a exata delimitação do assunto, permite-lhe perceber imediatamente como desenvolver o pensamento para não fugir do tema. E conduz ao segundo passo: fazer um esboço do que vai ser dito.
Há quem prefira esboçar o tema mentalmente. Nunca é demais, porém, tenha o cuidado de anotar o plano, de modo que seja fácil segui-lo depois. Fazer um esboço depende, é claro, do conhecimento do aluno. E até mesmo do assunto. Mas um macete infalível é o da divisão em três partes: introdução, desenvolvimento, conclusão. Começa-se por chamar a atenção do leitor para o assunto, digamos, "A descoberta do Brasil", falando sobre a situação de Portugal no século XV, o florescimento cultural, a Escola de Sagres e as técnicas de navegação ali aperfeiçoadas. É a introdução, que conduzirá ao desenvolvimento: a frota de Cabral, seus objetivos, a viagem e seus problemas, a chegada a Porto Seguro, a comunicação da descoberta. Conclui-se de modo a evidenciar a importância que foi atribuída ao fato, na época, podendo-se adiantar algo sobre o significado histórico que teria depois.
Na exposição de assunto científico ou de caráter interpretativo, é bom lembrar que o sistema é: antecipar o que se vai provar, provar o que se havia proposto e enunciar o que já se provou. Nunca deixar, também, de enumerar em estrita ordem alfabética, todas as fontes e toda a bibliografia utilizada para compor o trabalho. Depois de tudo escrito, a tarefa ainda não terminou. A redação feita em casa ou em classe deve ser revista. É preciso ver se foram utilizadas as palavras mais expressivas, se não há erros de grafia, se a pontuação foi bem feita. Não se exige de ninguém um texto literariamente perfeito, mas escrever corretamente é obrigação.
Crianças : Hora de dizer NÃO!
Quando dizer NÃO! Eis a questão...
Não é uma tarefa fácil cuidar de uma criança pequena, orientar seu crescimento. E quando dizer não aos nossos filhos é uma questão sobre a qual muitos de nós, mães e pais se debatem constantemente.
Os limites são necessários, mas como e quando colocá-los?
Sobre essa questão é bom que levemos em consideração o fator idade, desenvolvimento. Ora, uma criança de 1 ano de idade não poderia entender um NÃO assim como uma de 3 anos, por exemplo. Precisamos ficar atentos ao período de desenvolvimento em que nosso filho se encontra.
As crianças não nascem sabendo o que podem e o que não podem fazer, com certeza. Mas muitas vezes alguns pais lidam com elas como se elas soubessem disso desde sempre, sem que tenham sido ensinadas.
Vamos pensar esta questão, tendo em vista as crianças pequenas e seu primeiro contato com as interdições.
Então, podemos dizer que teríamos três etapas a nos concentrar na introdução dos “NÃOS” na vida dos bebês.
*Primeiro, temos uma fase em que os pais assumem toda a responsabilidade sobre as interdições, ou seja, o bebê pequeno não tem instrumentos, nem possibilidades de entender o que pode lhe causar algum mal ou não. E no seu desenvolvimento rápido vem o intento de descobrir o mundo, pela boca, pelas mãos... é como se o mundo inteiro fosse uma grande novidade a ser descoberta, e ele bebê, o explorador. Não há NÃO nesta primeira etapa, só a interdição física.
Assim, nesse momento é importante que a criança tenha a possibilidade de explorar, conhecer o mundo e o que tem a sua volta, ela precisa se desenvolver, e ter também um adulto atento que possa livrá-la dos perigos iminentes. Não adiantará de nada ter uma briga homérica com uma criança de 1 ano porque ela derramou todo o saco de arroz que estava na sacola, no chão.
Você é que deveria ter tirado este saco dali, certo!? Você tem instrumentos para isso, ela não.
Ele precisa explorar o mundo, dê-lhe situações ou objetos que lhe propiciem isto. E a princípio, você não limita um bebê para que ele lide com o que é certo ou errado do ponto de vista moral, mas simplesmente porque tem algumas atitudes que ele precisa ir aos poucos entendendo que são perigosas. Para bebês pequenos os “NÃOS” maternos devem se basear na idéia de perigos concretos.
*Aos poucos, você percebe na criança uma crescente capacidade de compreender as coisas. Então temos a segunda etapa, onde você já pode se impor e mostrar a criança sua visão de mundo, ela já começa a ter capacidade de absorver algumas coisas. Aí sim, começa a aparecer literalmente o NÃO como palavra, linguagem entendida. Você pode dizer “NÃOS” seguros a ela, e ela tem capacidade de entender que aquilo É uma interdição, e que ali ela precisa parar por algum motivo, ainda que não tenha um entendimento real sobre os motivos.
*Segue-se, a terceira etapa que é aquela que se apresenta como a fase da explicação. Podemos, aqui partir para a conversação, os pais aqui podem explicar a criança o motivo das interdições, é ela já começa a desenvolver a capacidade de entendê-las.
Assim vai se dando o desenvolvimento desses primeiros momentos do entendimento da interdição.
Entretanto, não podemos nunca esquecer do fato de que as crianças são muito diferentes umas das outras, as fases ocorrem nessa seqüência, mas é preciso que a mãe possa observar o desenvolvimento de SEU filho, e assim estar pronta para a adaptação às necessidades de sua criança.
Muitas vezes ocorre que mães que não se encontram em momentos tranqüilos e felizes de suas vidas possam, em função do seu momento, estar propensas a exagerar o lado carinhoso do trato, sendo permissivas demais, ou ainda dizer NÃO apenas porque estão irritadas.
É muito importante que na imposição de limites, a mãe os tenha bem claros para si mesma, tanto os limites, quanto os motivos pelos quais os está impondo.
Se os próprios pais estiverem muito confusos quanto ao que permitiriam ou não, como a criança poderá ter clareza sobre isso?
Simone Ávila
Psicóloga Clínica Especialista em Psicologia da Comunicação Membro associado da ABENEPI - Associação Brasileira de Neurologia e Psiquiatria Infantil.
Postado por Elisabete Cunha
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