20 de abr. de 2012

Prefeita de Lauro de Freitas é multada em R$ 5 mil pelo TCM


Prefeita de Lauro de Freitas

A prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho (PT), foi multada em R$ 5 mil pelo Tribunal de Contas dos Municípios, que julgou procedente, em sessão nesta quinta (8), termo de ocorrência lavrado pela 1ª Inspetoria Regional de Controle Externo referente a irregularidade em licitação realizada no ano passado.

O relatório do conselheiro Raimundo Moreira aponta violação da Lei das Licitações numa tomada de preços para execução de serviços de reforma de unidades de saúde e outros prédios públicos, pelo valor de R$ 1.494.823,75, vencida pela Grautech Construtora Ltda.

O contrato, firmado em fevereiro passado, com prazo de seis meses, não traz os projetos básico e executivo com nível de precisão adequado para caracterizar a obra ou serviço objeto da licitação, além de faltar a explicitação, de forma detalhada, de quantas e quais unidades de saúde e demais prédios públicos serão reformados.

Na defesa, a prefeita não apresentou a discriminação dos serviços a serem executados, individualizada por unidades de saúde e por prédios públicos, o que impossibilita a análise dos materiais a serem aplicados em cada imóvel, com vista a uma fiscalização adequada do cumprimento do objeto contratual. A prefeita ainda pode recorrer da decisão.

FONTE:

Gostar de gente é VOCAÇÃO!!


GOSTAR DE GENTE É VOCAÇÃO


Por Dr. Márcio Paiva (Médico e Vereador)

“Nesses dois mandatos, como vereador da cidade de Lauro de Freitas, o grande aprendizado que recebi foi, exatamente, ter consciência de que gostar de gente é vocação. Isso não se aprende na escola, mas tão somente na convivência diária com as pessoas, ouvindo e partilhando das suas tristezas e alegrias.

A cidade representa o coletivo onde as pessoas vivem e se relacionam; o lugar onde a vida efetivamente acontece.

A relação que desenvolvi com Lauro de Freitas nesses 15 anos em que aqui vivo e trabalho passa necessariamente pelo contato com as pessoas, e foi justamente a partir daí que ouvi e abracei a convocação para poder fazer mais pelas pessoas e pela cidade.

Na vereança pude mergulhar nos problemas crônicos da cidade. Mesmo estando na oposição, nunca me furtei em aprovar projetos que fossem para o bem do município, pois entendo que minha função é fiscalizar o Executivo e cobrar a efetiva implementação de políticas públicas e ações concretas que contribuam para a transformação e o desenvolvimento da cidade.

Confesso que foi e tem sido uma grande frustração para mim, como vereador, ver a cidade abandonada. Qualquer pessoa de bom senso vê que é possível melhorar o quadro que aí está. A gestão não pode perder de vista que por trás de toda intervenção que se faz na cidade, existem pessoas e é por elas e para elas que se trabalha. Não trabalhar é uma demonstração clara de quem não prioriza as pessoas, não prioriza o cidadão que paga impostos e que, por conseguinte, quer receber como retorno obras e serviços para a melhoria da sua qualidade de vida.

Os serviços básicos passam por repetidas crises que vão desde a falta de pessoal até a infraestrutura adequada para a realização desses serviços. Outro dia, a gestora desta cidade – que é conhecida como a “toda poderosa” – passou por um constrangimento público, quando depois de fazer um relatório da sua gestão e afirmar que tudo estava maravilhoso e que a nossa cidade era destaque nacional, foi interpelada por um edil que lhe perguntou onde estava esta cidade do “conto de fadas”, que só a gestora enxergava?

Temos consciência de que uma cidade não pode ser considerada destaque nacional uma vez que vive mergulhada em problemas: saúde não funciona, escolas fechadas para reforma em pleno ano letivo, ruas com esgoto a céu aberto, obras recém-inauguradas servindo de abrigo para moradores de rua – a exemplo da Concha Acústica – bairros periféricos abandonados, irregularidades em licitações (recentemente a gestora foi multada pelo Tribunal de Contas do Município), caos na mobilidade urbana, especulação imobiliária…

Ainda esta semana fui interpelado por um antigo morador da cidade que me relatou a tristeza de ter que vender sua casa, onde morava há mais de 26 anos, uma vez que foi vítima da especulação imobiliária por que passa a cidade e a qual a prefeitura não fiscaliza. Disse ele que prédios foram erguidos no entorno da sua casa sem que os limites e critérios para sua construção fossem respeitados.

Ao se queixar à Prefeitura recebeu a resposta de que o fato é reflexo do progresso e de que ele teria que se adaptar/acomodar às mudanças.  Perdendo completamente a sua privacidade, além de ter o seu imóvel desvalorizado, só lhe restou vendê-lo com prejuízo e procurar, depois de 26 anos, outro lugar para morar.

Vale aqui registrar que todos esses problemas geraram a visita de um Deputado do partido da prefeita, (PT), que veio à cidade com o objetivo de filmar, fotografar e denunciar através dos meios de comunicação o abandono vivido pelos moradores de Lauro de Freitas. O Deputado declarou que a prefeita precisava “visitar” mais a cidade que governa.

A conclusão de tudo isso é que de fato essa gestão não gosta de gente, não tem compromisso com a vida e o sentimento das pessoas. Essa gestão se vangloria de promover seminários e assembleias, mas a gestora quando vai às ruas é acompanhada por excesso de seguranças, desnecessariamente, já que nunca recebeu ou sofreu qualquer ameaça.

Não se pode gerir uma cidade nas quatro paredes de um gabinete. Tem que ir para a rua, falar com as pessoas, ouvir, refletir sobre os problemas/ soluções e acompanhar a vida da cidade. O microfone só alcança o ouvido, mas a presença atinge o coração. É preciso saber que a cidade já está gestada na cabeça e no coração do povo e governar é traduzir isso em realidade. Quem quer governar tem que gostar de gente, mas é verdade que gostar de gente é VOCAÇÃO!”.

A Ausência do Zero no Sistema de Numeração dos Romanos


Os números criados pelos romanos foram relacionados a letras, diferente de outros povos que criaram símbolos na representação numérica de algarismos. Os números romanos utilizavam as letras I, V, X, L, C, D, M na representação dos seguintes valores: 1, 5, 10, 50, 100, 500, 1000 respectivamente. O interessante desse sistema de numeração é a ausência de uma letra relacionada ao número zero. Mas ao criar esse sistema de numeração, os romanos não estavam interessados na realização de cálculos. Eles simplesmente queriam números representativos para a determinação de quantidades, como contar objetos, animais, armas e etc. A representação numérica adotada pelos romanos foi durante muitos séculos a mais utilizada por toda a Europa.
Com o desenvolvimento da expansão comercial, a utilização de cálculos matemáticos tornou-se uma questão primordial. Foi nesse momento que os números romanos foram questionados em razão da ausência do zero e da representação de valores por letras. Essas características principais do sistema de numeração dos romanos dificultavam o desenvolvimento de técnicas matemáticas eficazes. Alguns estudiosos romanos tentaram relacionar o sistema numérico com a utilização do ábaco, mas os meios operantes requisitavam conhecimentos complexos.
O algarismo zero, ausente no sistema de numeração dos romanos, fora descoberto pelo povo hindu, bem como um novo sistema de numeração semelhante ao utilizado atualmente. Esse sistema consistia em uma base decimal (dez algarismos) que ordenados entre si formavam e representavam qualquer número. O sistema criado pelos hindus fora divulgado por toda a Europa pelos árabes, passando a ser conhecido como sistema de numeração indo-arábico. Esses números contribuíram de forma incessante na modernização dos cálculos matemáticos, em razão de sua praticidade simbólica e representação de quantidades.

Atualmente, os números romanos são utilizados na representação de nomes de papas e reis, de séculos, nomes de ruas, marcações de relógios, capítulos de livros etc.

Por Marcos Noé
Graduado em Matemática
Equipe Brasil Escola