23 de jan. de 2015

Grupo Plantado na Rocha juntos contra o Falciforme

Nesta sexta-feira 23, mais uma vez o GRUPO PLANTADO NA ROCHA esteve na Unidade de Saúde Bem Querer para, com muita alegria, doar dez cestas básicas para famílias carentes que também convivem com alguém na família portadora da Doença Falciforme.


"A anemia falciforme é uma doença genética e hereditária, predominante em negros, mas que pode manifestar-se também nos brancos. Ela se caracteriza por uma alteração nos glóbulos vermelhos, que perdem a forma arredondada e elástica, adquirem o aspecto de uma foice (daí o nome falciforme) e endurecem, o que dificulta a passagem do sangue pelos vasos de pequeno calibre e a oxigenação dos tecidos.
As hemácias falciformes contêm um tipo de hemoglobina, a hemoglobina S, que se cristaliza na falta de oxigênio, formando trombos que bloqueiam o fluxo de sangue, porque não têm a maleabilidade da hemácia normal.[...]
A anemia falciforme é causada por mutação genética, responsável pela deformidade dos glóbulos vermelhos. Para ser portador da doença, é preciso que o gene alterado seja transmitido pelo pai e pela mãe. Se for transmitido apenas por um dos pais, o filho terá o traço falciforme, que poderá passar para seus descendentes, mas não a doença manifesta.
São sintomas da anemia falciforme:

* Dor forte provocada pelo bloqueio do fluxo sanguíneo e pela falta de oxigenação nos tecidos;
* Dores articulares;
* Fadiga intensa;
* Palidez e icterícia;
* Atraso no crescimento;
* Feridas nas pernas;
* Tendência a infecções;
* Cálculos biliares;
* Problemas neurológicos, cardiovasculares, pulmonares e renais;
* Priapismo."    
(http://drauziovarella.com.br/letras/a/anemia-falciforme/)


Com muita ousadia e coragem, o GPR abraçou estas famílias e, com recursos próprios, firmaram compromisso de manter estas doações durante todo o ano de 2015.

GRUPO PLANTADO NA ROCHA procura contribuir com sua parte social, baseado na Lei Municipal de Lauro de Freitas nº 1.145 de 11 de novembro de 2005, onde no seu Art. 2 diz: 
"A Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas garantirá, junto ao SUS - Sistema único de Saúde, as condições necessárias para implantação e desenvolvimento do Programa de Prevenção, Diagnóstico, Assistência Médica Integral e Orientação Educacional às pessoas portadoras de Doenças Falciforme e outras Hemoglobinopatias, bem como, a participação de profissionais especializados e representantes de Associações, no grupo de trabalho a ser constituído"



































19 de dez. de 2014

Mutirão do Primeiro Natal sem Fome do GPR-LF






















Foi com muita alegria e entusiasmo que o 
GRUPO PLANTADO NA ROCHA se reuniu nesta quinta-feira, dia 18, na Sede em Vida Nova, para montar o kit de doações do 
1º Naltal Sem Fome de Lauro de Freitas do Grupo Plantado ma Rocha.

A meta era juntar 1000 kg de alimentos não perecíveis e doar para famílias carentes do município nos dias que antecedem o Natal. Essa meta não somente foi alcançada, como foi superada em mais de 40%. As doações arrecadadas não paravam de chegar e a alegria era tamanha e notória no semblante de cada membro do Grupo.

Depois de separar os alimentos por categoria (feijão, arroz, açuçar, farinha, leite, óleo, café, macarrão, biscoito, sal, flocos de milho...) foram então montados os kits, que somaram o suficiente para ajudar 100 (cem) famílias. O mais gostoso de tudo isso é que ainda sobrou cerca de 30kg de feijao, mais 30kg de arroz e flocos de milho. Além disso, alguns integrantes afirmaram que ainda tem arrecadação para receber. 

Ao total o Grupo prevê doações para 120 famílias. Não é muito, mas ainda que fosse uma só família já teria valido a pena.

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-Por que doar alimentos no Natal? 
-As pessoas só sentem fome no Natal?
Certamente esse é um questionamento que muitos se fazem. Pois bem, quem precisa de ajuda REALMENTE não escolhe a época de ser ajudada, mas infelizmente (ou felizmente) esse período natalino nos remete a pensar mais no próximo, primeiro pelo sentimento de amor de Deus pelo festejo do nascimento de Jesus, depois pelo fato de que quem trabalha de forma legal tem direito a uma renda extra que é o 13º salário, o que nos possibilita a compartilhar um pouco com o próximo. Vamos combinar que nossa vida financeira geralmente é muito dura e que não temos condições de alimentar nossa família e mais outra durante o ano inteiro. Se podemos fazer isso no Natal, glória a Deus por isso. Nada é por acaso.

o GRUPO PLANTADO NA ROCHA aproveita o espaço desta revista eletrônica para agradecer a cada um dos colaboradores, e também a cada um dos membros do Grupo que doou 1Kg a cada reunião realizada.



















24 de nov. de 2014

O QUE É RESSACA?

BEBI DEMAIS, AGORA ESTOU DE RESSACA, MAS...
                - O QUE É RESSACA?

imagem: crieseumeme.com
Quando comemos ou bebemos uma substância qualquer, ela passa basicamente por três estágios: digestão, absorção e metabolização pelo fígado. Ou seja, todo alimento que é absorvido pelo trato gastrointestinal obrigatoriamente passa pelo fígado antes de alcançar qualquer outro órgão. Isso vale para alimentos, álcool, remédios, drogas, etc. O fígado é uma espécie de centro de tratamento das substâncias ingeridas. Nada chega à circulação sanguínea central sem antes ter sido processado pelo fígado. O nome desse processo é “metabolização hepática”.

Dentre os vários papeis da metabolização hepática, um deles é inativar substâncias tóxicas que tenham sido ingeridas, como álcool (etanol), por exemplo.
Na verdade, o processo de metabolização hepática do álcool  é curioso, pois, como o fígado humano não produz uma enzima que neutralize diretamente o álcool, ele primeiro o transforma em acetaldeído, e só depois em ácido acético, que é um metabólito não ativo e não tóxico. Aqui surgem dois problemas, o primeiro é que o acetaldeído é uma substância mais tóxica que o próprio álcool; o segundo é que o acetaldeído só é inativado em ácido acético após uma segunda passagem pelo fígado.

Resumindo, consumimos álcool, mas antes do mesmo chegar à circulação sanguínea central, o fígado o transforma em acetaldeído, uma substância ainda mais tóxica. Só depois de rodar todo o organismo e retornar ao fígado é que finalmente o álcool ingerido (agora sob a forma de acetaldeído) consegue se inativado para a forma do inócuo ácido acético.

imagem: 3.bp.blogspot.com
Após bebermos álcool, o resultado final é o seguinte: 92% do etanol ingerido é metabolizado e inativado pelo fígado, 3% é eliminado na urina, 5% é eliminado pelos pulmões na respiração (daí o teste do bafômetro) e menos de 1% sai na pele através do suor.

Obs: O acetaldeído é um carcinogênico (substância que causa câncer) e pode levar à lesão do fígado se a exposição for frequente e prolongada. (...)
(...)Bom, até aqui já aprendemos que o álcool, que é uma substância tóxica, após ser ingerido é transformado em um outro elemento ainda mais tóxico antes de circular por todo o corpo. Mas o problema não termina aí. A absorção do álcool pelos intestinos é muito mais rápida do que a capacidade do fígado de metabolizá-lo. O fígado só consegue metabolizar o equivalente a 10 gramas de álcool por hora, o que é menos que uma 1 taça de vinho ou 300 ml de cerveja, que possuem cerca de 12 gramas de álcool. Portanto, se tomarmos o equivalente a 5 taças de vinho, o corpo vai demorar, em média, 6 horas para eliminar todo esse volume. Isso significa que após um consumo exagerado de álcool, por várias horas nosso organismo vai ter que lidar com duas substâncias altamente tóxicas circulando no sangue: álcool e acetaldeído.

Quando estamos de estômago cheio, a absorção de etanol fica mais lenta, dando mais tempo ao fígado para metabolizar o álcool que chega. Por isso, a intoxicação por etanol é mais intensa quando bebemos em jejum. Bebidas alcoólicas gasosas são absorvidas mais lentamente e alimentos ricos em proteínas ou em açúcar reduzem a absorção do álcool.

O álcool age em todo organismo, mas os seus efeitos mais visíveis são no cérebro, principalmente durante uma intoxicação aguda. Em pequenas quantidades, o álcool tem ação estimulante, levando à euforia, desinibição e maior interação social. Pequenas doses já afetam a coordenação motora e a capacidade de concentração. Conforme o nível de álcool se eleva, a capacidade de julgamento fica alterada e surgem os comentários e as ações impróprias. Doses maiores de álcool e acetaldeído na circulação intoxicam os neurônios, levando à inibição do funcionamento do sistema nervoso. Conforme a concentração sanguínea se eleva, o paciente vai passando pelas seguintes fases: letargia, sonolência, redução do nível de consciência, coma e, eventualmente, morte.

Portanto, estar bêbado significa estar com os neurônios intoxicados por álcool (e acetaldeído). Os sintomas da bebedeira duram até o fígado conseguir neutralizar todo o álcool e o acetaldeído que circulam no sangue, o que já vimos que pode levar horas.
imagem: choppkremer.com
A noite acabou e você se depara com luz do sol ardendo nos seus olhos. A boca está seca e com gosto amargo. Você tenta se levantar e nota ainda uma tontura residual e uma fraqueza nas pernas. Neste momento, você repara que uma terrível dor de cabeça lhe atormenta. Como se não bastasse, ainda há um mal estar terrível e uma náusea que só não provoca vômitos porque o seu estômago está completamente vazio. Você corre para o banheiro e nota que está com diarreia, mas as fezes têm um cheiro diferente do habitual. Parece cheiro de … álcool. Sua mente está um nevoeiro e os detalhes da festa da noite passada são apenas flashes. Isso lhe soa familiar?

imagem: outramedicina.com
Pois isso é nada mais do que os sintomas da ressaca, o resultado final de horas de exposição a substâncias tóxicas. Na verdade, a ressaca habitualmente surge quando o nível de álcool no sangue já está bem baixo, quase zero, após intenso trabalho de limpeza feito pelo fígado.

A ressaca parece ocorrer basicamente por três motivos:

1) Intoxicação pelo acetaldeído.
2) Queda da glicose sanguínea (hipoglicemia).
3) Desidratação.

1) O acetaldeído chega a ser até 30 vezes mais tóxico às células do que o etanol. No caso de um consumo exagerado de álcool pode haver presença deste metabólito tóxico na circulação ainda por várias horas após o indivíduo ter parado de beber. Grande parte do mal estar da ressaca é por consequência da exposição prolongada das células ao acetaldeído, o que provoca uma espécie de inflamação generalizada do organismo. Além disso, os neurônios ficam intoxicados, o que atrapalha o estabelecimento de um padrão adequado de sono. O sujeito fica sonolento, mas a qualidade do seu sono é ruim, mantendo-o cansado.

2) O processo de metabolização do etanol envolve vias enzimáticas do fígado que também participam da produção de glicose, principalmente em períodos de jejum. Como essa enzimas estão ocupadas metabolizando o etanol, temos uma queda no nível de glicose para o cérebro e outras regiões do organismo. Daí surgem os sintomas de fraqueza e mal-estar.


3) Um dos efeitos adversos do etanol no cérebro é inativar a produção de um hormônio chamado ADH (hormônio antidiurético). Os rins filtram em média 180 litros de sangue (água) por dia. Graças ao hormônio ADH, destes 180 litros filtrados, urinamos apenas 1 ou 2 por dia. O ADH é um dos principais mecanismos de controle da quantidade de água corporal. Quando ele é inibido, toda água que passa pelos rins acaba sendo eliminada na urina. Por isso, alguns minutos após o ingestão de álcool, começamos a urinar o tempo todo. Já reparou como é clara a urina após consumo de bebidas alcoólicas? Isso ocorre porque neste momento sua urina é basicamente água pura. Esse efeito diurético leva à desidratação, que causa os sintomas de boca seca, sede, dor de cabeça, irritação e câimbras.



O ADH só volta a ser produzido pelo sistema nervoso central quando os níveis de álcool tornam-se baixos, geralmente após horas de eliminação excessiva de água.


Fonte
mdsaude.com