16 de mai. de 2012

AINDA ACREDITO NAS PESSOAS DE BEM


    Muitas vezes, navegando nas redes sociais, vemos algumas tirinhas como “Saudades de minha infância”, “Bom mesmo é ser criança, sem maldades...”, ou “Naquele tempo a vida era bela”.  A verdade é que as coisas mudam com o tempo, as pessoas mudam. O homem está sempre descobrindo algo novo. As brincadeiras já não são mais as mesmas. As novelas já não são mais como eram antes. Os filmes já possuem efeitos especiais mais parecidos com realidade. Essas coisas, essas mudanças já não mexem somente com a fantasia e pureza das crianças. Elas Influenciam, na maioria das vezes, o comportamento até de muitos adultos. Os noticiários não são mais informativos ou explicativos, eles são sensacionalistas e apelativos. As novelas agora são mais picantes.  Os telejornais locais, de forma subjetiva, fazem apologia às drogas, pedofilia, homicídios e estratégias detalhadas de quadrilhas que cometem latrocínio. Diante de tanta maldade, as pessoas já não sentem mais amor pelo próximo (Mateus 24:12), e com isso vem o desânimo e as críticas muitas vezes até infundadas. EU AINDA 

ACREDITO que podemos fazer deste mundo um local gostoso de ser vivido. Se as pessoas de bem deixarem de ser acomodadas e participarem de maneira ativa das decisões que nos afetam, não haverá espaço para pessoas maldosas e interesseiras ditarem as regras com desrespeito moral, étnico, religioso e financeiro para a sociedade na qual vivemos e de forma direta nos afeta. Posso citar exemplos simples: Como posso exigir melhor educação pública (ou até mesmo particular) se eu não compareço às reuniões de pais de alunos? Como posso questionar e cobrar do síndico se nunca vou à reunião de condomínio? Quantas vezes já estive em uma Associação de Moradores do meu bairro? Como posso cobrar dos políticos se, por covardia, voto nulo ou pior ainda, voto em quem nunca ouvi falar só por defender uma legenda partidária, como quem defende um escudo de um time de futebol? Não estou, de maneira nenhuma, sugerindo que as pessoas de bem virem super-heróis que irão salvar o mundo de peitos abertos. Mas continuo acreditando que da mesma maneira que os corruptos se entrosam na avidez em fazer o mal, nós que valorizamos a vida, o respeito e, principalmente nossa descendência (filhos, sobrinhos, afilhados e outros,) procuremos nos identificar e juntos fomentar as práticas saudáveis de forma contagiante. Quem não defende seus direitos de maneira sábia e participativa não tem competência para reclamar do direito que tem. 

9 de mai. de 2012

CHUVA x LIXO

   É vergonhoso como nossa cidade alaga com facilidade nos períodos de pouquíssimas chuvas. Eu fico assustado só em imaginar quando o inverno chegar. Todos os anos são as mesmas coisas; trânsito lento, ruas alagadas, barrancos desmoronando, casas inundadas, casas desabando ou ameaçando cair e muita gente desabrigada. A proliferação de doenças é outro mal que acompanha este momento tenso e desesperador durante o outono e o inverno. Estamos em ano de eleição municipal e parece que os críticos agora só sabem fazer manchetes sensacionalistas atacando candidato A ou candidato B, grupo político "assim" ou "grupo assado". Perdoem-me a sinceridade, mas acho que estamos focando os culpados errados. 


Não estou aqui tirando a responsabilidade política, a responsabilidade pública de agir de forma preventiva nem tão pouco a de correção dos problemas. Pagamos impostos e elegemos pessoas justamente para este fim. Mas, como ia dizendo, o maior responsável pela maior parte dos problemas de inundação de nossa cidade é o cidadão porco e mal educado que joga lixo no chão. Ouvi um apresentador de TV gritar, logo pela manhã, que a solução é varrer as ruas, que precisamos de uma prefeitura que coloque garis mais competentes para limpar os bueiros. 


Eu vou mais além e digo a este demagogo que "cidade limpa não é aquela onde muito se varre, mas a que menos se suja". Precisamos curar esse câncer crônicos que pessoas mal-educadas possuem de jogar garrafas pet de refrigerante, água mineral e refresco em via pública. Bem como embalagens de biscoitos, salgadinhos, sacos de pipoca, embalagens de doces e propagandas impressas em geral. 
Talvez alguém diga: Mas nas ruas já não se vê mais coletores de lixo, a prefeitura não coloca. Menos verdade, a prefeitura coloca, porém um outro mal a ser corrigido é o vandalismo que, virou moda. A prefeitura coloca num dia, o povo destrói no outro. É muito fácil criticar os órgãos públicos, mas parece que a mão vai cair se você jogar no cesto adequado seu lixo. Já diz um provérbio que "quem cospe para cima vai melar a própria cara". Eu digo que quem joga lixo no chão convive com a própria imundície. 


Para consertar o mundo é necessário consertar o homem. Quem quer consertar o homem, comece consigo mesmo.